Enquanto a Fota (Associação de equipes de F1) se prepara para realizar um encontro decisivo nesta segunda-feira (15) em Londres para tratar de encontrar uma resolução na crise sobre a participação no Mundial de F1 de 2010, a FIA trata de colocar mais lenha na fogueira. A federação presidida por Max Mosley emitiu um comunicado oficial revelando que chegou perto de um acordo com relação à próxima temporada, mas que se chocou com a postura de "alguns membros da Fota" — que, de acordo com a entidade, estão claramente trabalhando contra qualquer entendimento entre as partes.
No documento, a FIA diz que se reuniu na quinta passada com Ross Brawn, Stefano Domenicali, Christian Horner, John Howett e Simone Perillo (porta-voz da Fota), e que um acordo sobre um novo Pacto de Concórdia foi iniciado — entre vários outros pontos. "Durante o encontro, a Fota ficou sabendo que a FIA quer encorajar a entrada de novos times no campeonato, para manter sua vitalidade e viabilidade econômica no longo prazo. Um acordo sobre o regulamento técnico de 2010 foi alcançado e ofereceu assistência das atuais às novas equipes em vários pontos chave", disse o comunicado.
"Também foi acordado", seguiu a FIA, "que os objetivos das duas partes em reduzir os custos estão muito próximos e que os especialistas dos dois lados deveriam se encontrar o quanto antes para finalizar os detalhes."
A federação também disse que propôs a renovação do Pacto de Concórdia feito em 1998 como melhor maneira de encerrar as questões políticas vigentes desde o anúncio de um novo regulamento — que, com a criação de um teto orçamentário de £ 40 milhões (R$ 127 mi), criou toda a briga entre Mosley e as equipes — apesar de não citar uma linha sobre a manutenção ou não das novas regras.
"Foi proposto pela FIA que quaisquer assuntos referentes ao governo e a estabilidade do esporte seriam eliminados com uma extensão do Pacto de Concórdia feito em 1998 até 2014. Assim, evitaria-se um período longo de negociações por um novo acordo. Isso foi bem recebido pelos presentes, que se prontificaram a levar a sugestão aos outros membros da Fota", explicou.
Porém, de acordo com o documento, há pessoas dentro da Fota — que não participaram da reunião — que querem boicotar qualquer possibilidade de acordo. "A FIA acreditava ter participado de uma reunião construtiva e que teve vários pontos de acordo. Por isso, a FIA ficou chocada ao ver que alguns membros da Fota, que não estiveram presentes no encontro, falsamente afirmaram que nada foi acordado e que a reunião foi uma perda de tempo. Há claramente um elemento na Fota que está determinado a evitar qualquer tipo de acordo, independente dos danos que isso vai causar ao esporte."
Não há indicação sobre qual é o membro da Fota acusado de tentar boicotar as negociações. Durante o final de semana, o presidente da associação, Luca di Montezemolo — também presidente da Ferrari —, disse durante as 24 Horas de Le Mans que as escuderias vão formar uma nova categoria se não houver mudanças na FIA que a tornem "diferente e responsável".
Por fim, a FIA prometeu publicar uma documentação detalhada explicando todos os pontos debatidos no encontro.






